quarta-feira, 9 de novembro de 2011

9 de novembro de 1988: uma data que não deve ser esquecida "O Massacre de VR"


 
No dia 7 de novembro de 1988, os operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), entraram em greve. Lutavam pela implantação do turno de 6 horas, reposição de salários usurpados por planos econômicos e reintegração dos demitidos por atuação sindical. A greve envolveu a comunidade de Volta Redonda.
No dia 9 de novembro, soldados do Exército de vários quartéis do estado e do Batalhão de Choques da Polícia Militar do Rio de Janeiro dispersaram uma manifestação em frente ao escritório central da companhia e invadiram a usina.
Mataram William Fernandes Leite, 22 anos, com tiro de metralhadora no pescoço.
Mataram Valmir Freitas Monteiro, 27 anos com tiro de metralhadora nas costas.
Mataram Carlos Augusto Barroso, 19 anos, com esmagamento de crânio.
Mesmo após os assassinatos e prisões a greve continuou até o dia 23 de novembro. Os trabalhadores conquistaram todas as suas reivindicações.
No dia 1º de maio do ano seguinte, com a presença do então presidente nacional da CUT, Jair Meneguelli, foi erguido na Praça Juarez Antunes, memorial em homenagem aos três operários.
Algumas horas depois uma bomba explode e põe por terra o memorial.
Hoje, o memorial está de pé. Volta Redonda, porém, não é mais a mesma.
Aumentou o número de desempregados, o número de suicídios e a violência na cidade. Aquela greve, aqueles assassinatos são marcas definitivas do início da implantação do projeto neoliberal no Brasil.
Volta Redonda 10 anos depois
Há dez anos Volta Redonda era uma cidade pacata do interior do estado. A população vivia em função da Companhia Siderúrgica Nacional, criada em 1941, no governo de Getúlio Vargas. O metalúrgico tinha orgulho de vestir o uniforme azul da usina. O uniforme que funcionava até como cartão de crédito. Os trabalhadores das empreiteiras que prestavam serviço à Companhia sonhavam em um dia também vestir aquele uniforme.
Volta Redonda não é muito grande. A maioria da população se conhece. Ou estudou junto, ou conheceu no grupo de jovens, ou num clube. Tem sempre um laço.
Isto explica a adesão dos moradores da cidades às greves da CSN. Eles foram tão reprimidos naquele dia 9 de novembro, quanto os próprios grevistas. Jornalistas destacados para cobrir o movimento até hoje não entendem como a população, que se concentrava na Praça em frente à empresa, foi tão fortemente atacada.
Um personagem esperado
O Exército era um dos personagens das greves realizadas pelos operários da CSN. Em 84, a simples notícia de que pelotões do Exército estavam se deslocando para a Companhia, fez com que os trabalhadores votassem o fim da greve. Nos anos seguintes, os soldados também estavam lá. Em 88, portanto, não seria diferente.
Algumas coisas haviam mudado, porém.
Pelo lado dos trabalhadores havia a disposição de não por fim ao movimento em função da chegada dos militares. Eles estavam dispostos a enfrentá-los.
Do outro lado, a decisão de enviar tropas de outras unidades para ocupar a siderúrgica mostra que os militares estavam dispostos a tudo. Os soldados de Barra Mansa eram, no mínimo, conhecidos dos metalúrgicos. A maior parte era mais do que isto. Era filho, irmão, primo ou vizinho. A proximidade sanguínea ou afetiva, talvez impedisse derramamento de sangue. A decisão de convocar militares de outras unidades foi um sinal.
Para se defender do Exército os trabalhadores foram obrigados a improvisar.
"O Isac e o Vanderlei subiram numa lata de 200 litros de óleo e começaram a falar com os trabalhadores. Os trabalhadores repetiam o que eles falavam para todos ouvirem. Isto se propagou por toda a usina", conta o diretor da CUT/RJ e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Volta Redonda, Marcos Aurélio Hartung.
Era preciso abrir caminho para a privatização
Para Vanderlei Barcellos, um dos líderes do movimento a repressão foi mais forte porque o projeto da privatização já estava a caminho. " Naquela época o trabalhador sonhava e não era fácil o caminho da cooptação. Precisa começar a desmontar o movimento. E nós saímos daquela greve fortalecidos. A estrutura ainda estava contaminada pela prática da ditadura militar. Com Collor e Lima Neto ficou provado que a melhor forma de dominação é a ditadura burguesa e não a ditadura militar".
Vanderlei lembra que o Exército nunca tinha feito cordão de isolamento dentro da usina. "Nunca tinham usado bala de festim ou prendido trabalhadores".
A Igreja sempre esteve presente
A Igreja sempre foi muito atuante na organização da esquerda em Volta Redonda. Na época da ditadura vários padres da cidade foram presos e torturados. Dom Valdir Calheiros, bispo do município sempre esteve ao lados dos operários da cidade.
Para ele, aquela greve aconteceu num momento já adverso à classe trabalhadora. "Pouco depois caiu o muro de Berlim. Com a queda do muro o capitalismo ficou mais audacioso e procurou se estabelecer a como a única proposta verdadeira para a sociedade", explica.
Para Dom Valdir a repressão àquela greve já era a introdução do neoliberalismo no Brasil. "Eu me lembro que dentro da negociação entre os operários e a companhia siderúrgica se deslocou para cá o ministro da indústria e comércio. Ele apontou com a privatização da companhia. Com o Collor e começou o desmonte total da organização dos nossos operários".
Volta Redonda hoje
O morador de Volta Redonda sabe que a vida dele piorou depois da privatização da CSN. Aumentou o número de suicídios, de desempregados, de processos trabalhistas. O porteiro de um prédio na avenida principal, diz que o número de assaltos multiplicou por quatro. Logo nos primeiros anos, a venda do comércio caiu quase 50%.
"O que assistimos aqui foi uma espécie de psicose. Será que segunda-feira eu volto para trabalhar? Será que amanhã o meu nome ainda consta como operário da Siderúrgica. Este medo paralisou todo mundo. A CSN chegou a ter, se não me engano, junto com as empreiteiras, 30 mil operários. Hoje foi reduzido para 6, e eles querem chegar a quatro".
O medo do desemprego paralisou os trabalhadores
Para Dom Valdir Calheiros, esta foi a verdadeira arma destruidora da organização sindical na região. Marcão diz que a companhia mudou muito. "Aumentou o número de mulheres, a. terceirização na produção e manutenção e entraram muitos jovens vindos da Escola técnica, com a visão do TQC".
E continua. "A repressão dentro da usina é muito forte. Trabalhadores estão tímidos, com medo de se expressar. Os mais jovens não pegam um panfleto. Eles têm medo. Gente que já foi ativo da juventude do PT, hoje não pega o panfleto. Liderança máxima da JOC a nível nacional, um dos reitegrados com a greve de 88 age assim. É como se as pessoas tivessem sido ganhas pelas idéias. Até porque é uma idéia atraente. Você é parceiro, ajuda a criar, a fazer. A preocupação em manter o emprego domina os atuais trabalhadores da CSN".
Um sonho ignorado
Marcão conta que o monumento erguido na Praça Juarez Antunes, em homenagem a William, Valmir e Barroso para muitos significa o passado que se ignora ou teme. Vanderlei Barcellos lembra que naquela época se tinha mais sonho. "A gente sonhava. Não com a greve resolvendo tudo, mas com o movimento significando um crescimento de conscientização e conquistas. Um crescimento de organização".
Sonho que se sonha só  ou se sonha junto?
"Os trabalhadores na fábrica também sonhavam muito. Se não a gente não teria mobilizações como as que tínhamos. Não conseguiríamos fazer um abraço à usina com a população inteira participando. Depois que a greve acabou, a peãozada não entrou enquanto o exército não saiu."
Ele explica. "Quando eu falo em utopia eu não estou falando de ilusão, estou falando de sonho realizável. Naquela época nós sonhávamos em ir para algum lugar." Vanderlei diz que não quer ser saudosista, mas não consegue fugir. "A cidade vivia em torno da Companhia. A gente queria a CSN estatal a serviço do povo.
Então por que mudou tudo tão rapidamente, Vanderlei?
"Antes da greve a gente trabalhou muito a organização sindical. Nós tínhamos crescido muito nesta área em Volta Redonda. Eu acho que depois da greve nós não demos muito valor a isto. Nos satisfizemos em ganhar o turno de 6 horas. Em eleger Juarez. Eu me elegi vereador. Enfim, eu acho que nós nos satisfizemos com aquilo e não continuamos trabalhando a organização dos trabalhadores.
Esta greve é um marco. Ela faz parte da história do Brasil. Hoje ninguém lembra dela, mas ela é um símbolo. Outra coisa é saber se nós soubemos utilizar este símbolo. Eu diria que nós nos contentamos com esta greve. Ele deveria ter sido um trampolim na organização e não foi. Tanto que quatro anos depois desmontou tudo".
Aqui jaz o Sindicato, diz Dom Valdir
É verdade. Em 89, a greve geral organizada pela já mobilizou pouco os trabalhadores da companhia. Em 90, com uma campanha de mídia muito bem organizada, a CSN encarou 30 dias de paralisação. Não houve conquistas para os trabalhadores.
"Aquela greve não existe como referência de movimento. O trabalhador não está percebendo que o caminho impedir a volta do turno de 8 horas, o contrato temporário, a alíquota do FGTS é o caminho do enfrentamento. É o caminho que indica aquele monumento na Praça Juarez Antunes.
Dom Valdir faz questão de lembra que não foram só três mortes. "O presidente do Sindicato também morreu. Pode ficar certa que Juarez morreu porque comandou aquela greve". Para ele Juarez Antunes foi o comandante da grande guerra que houve em Volta Redonda, do trabalho contra a exploração do capital.
Para o bispo o saldo foi saudável. "Os operários acreditavam na organização. E este saldo foi até o momento em que foi definido por Collor mandou para cá o Lima Neto para preparar a privatização. Aí se começou a sentir a fraqueza. O operário vai muito bem enquanto ele está trabalhando. Perdeu o trabalho muda. Eu costumo dizer que operário sem trabalho é igual a general de pijama. Não comanda nada".
A busca de soluções individuais
Dom Valdir não é pessimista. Mas não vê com alegria o caminho que está sendo trilhado pela atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos e pelos próprios metalúrgicos.
"Hoje o pessoal está mais preocupado com a sua solução pessoal. A desarticulação do Sindicato é grande. A não convocação pelo Sindicato para participar das deliberações. Um Sindicato que não negocia, faz negociata com o patrão. Os operários não estão mobilizados para luta nenhuma. Estão se conformando com aquilo que se apresenta para eles. Esta é a realidade. Aquela greve no passado foi uma duramente reivindicativa de direitos que não foram respeitados. Aqui jaz o sindicato. Acabou-se".
 
Texto escrito em 1998 pela jornalista Cláudia Santiago.




9 de novembro de 1988: uma data que não deve ser esquecida

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O valor do "peão" para a CSN

Poderia ser mais um fim de semana qualquer de curtição ou de descanso com a família, mais para quem faz turno na CSN quase nunca é assim, era mais um fim de semana de serviço para um trabalhador da CSN, que deixou sua família em casa para ganhar o seu sustento, e eis que acontece um acidente fatal com um funcionário, deixando todos envolvidos abalados, pois o acidente tirava a vida de uma pessoa do bem, de um trabalhador, uma pessoa que só estava ali pra fazer o seu serviço e tirar o seu pequeno salário no final do mês...
Mas nesse mundo capitalista de hoje que vivemos, tempo é dinheiro, sendo assim " roda a linha !!! "
Como pode uma coisa dessas ? seu amigo acaba de perder a vida e você tem que trabalhar como se nada tivesse acontecido...
Isso não é novidade nenhuma na CSN, sempre foi e sempre será assim !
Tem gente que se mata de trabalhar que vive na CSN, que enche o peito pra dizer que a CSN é a sua casa, eu digo pra essas pessoas: VOCÊ É UM BABACA !  você vai se acidentar ou morrer e a empresa não vai sentir a mínima falta de você, vai ter outro no seu lugar e o ciclo ira continuar...
Pois eu digo uma coisa ame sua família e aproveite ela o máximo possível, pois só ela realmente se importa com você, para a CSN você só será uma matricula ou melhor apenas um " peão " sem valor !

Meus sentimentos a família do companheiro Tadeu

link da reportagem

sábado, 17 de setembro de 2011

O tal "maníaco da seringa"



Há um boato que existe um cidadão em VR, portador do vírus da AIDS espalhando seu vírus através de uma seringa com seu sangue contaminado e que ele ataca principalmente crianças e mulheres indefesas...
Por conta própria resolvi fazer uma investigação via internet... fui até o site de pesquisa google e digitei "maníaco da seringa" e descobri que: o tal maníaco ataca desde 1997 e começou sua carreira lá no EUA (o cara é gringo então, rs) , descobri também que ele atacava as pessoas nos cinemas e depois de infectadas as pessoas recebiam um bilhete escrito "bem vindo ao mundo da AIDS" , depois de longa jornada pelo EUA ele então resolve vim para o Brasil e desembarcou lá no Nordeste, por lá ele atacava de motoqueiro e botava o terror na popuação, depois de enjooar de ficar lá pelo Nordeste ele resolveu ir lá para o Sul do Brasil pegar novos ares e dizem que atacou bastante e denovo botando o terror na população e agora parece que ele resolveu atacar justamente aqui em Volta Redonda que prívilegio nós temos hein ! de fato é que já atacou no EUA, Nordeste, Sul e agora aqui em VR, estranho é que não existe nenhuma denúncia em nenhuma delegacia, como que ninguém dá queixa de um cara desses ? Nem mesmo o Dário de Paula "O Homem que sabe de tuuuudoo" sabe do tal maníaco da seringa, muito estranho, pouco tempo dizem que ele andava atacando nossos hermanos de BM, mas parece que não se adptou muito bem a cidade pois a noite da cidade não tinha NADA e quando estava atacando alguma vítima o trem aparecia e o atrapalhava, cansado então ele resolveu vim pra VR e decidiu que ia parar com essa vida bandida e ser um cidadão do bem, foi então que começou a trabalhar na CSN... até que em um belo dia de trabalho ele sofreu um acidente e perdeu um braço... revoltado então teve uma recaída e resolveu atacar novamente, muito cuidado com o tal maníaco da seringa, então vamos a sua descrição: SEM UM BRAÇO, CARECA, LOIRO, NEGRO, MORENO, BRANCO, SEM CABEÇA, VENDE SORTE FELIZ E ANDA COM UM BIBLIA NA MÃO se por acaso você ver um cidadão assim você concerteza acabou de sair da da Praça Japão, como diz o sábio "SÓ JESUS É PAZ" .

sábado, 10 de setembro de 2011

Entrevista com o “Jesus é paz”

(Entrevista feita em 03 de Fevereiro de 2011)

Nome: Rennan, mas pode me chamas de "Jesus é Paz"

Nascido em VR no dia 13/11/1978 (32 anos)

costuma ficar no “minhocão” do Aterrado das 11 h as 18:50 de seg a sab

Pq vc fica o dia inteiro mostrando a msg “Jesus é paz” ?
“teve um dia que estava em casa e Jesus tocou meu coração, desde então resolvi levar essa msg as pessoas de VR”

Tem alguma religião, ou igreja ?
“eu prego a palavra de Jesus sem me importar com a religião, o que importa é a pessoa conhecer Jesus…”

Sobrevive de que ?
“Jesus me sustenta”

Qual seu objetivo com a mensagem “Jesus é paz” ?
“meu objetivo é tocar o coração das pessoas e mostrar o caminho de Jesus…para mim não importa eu ser conhecido e sim Jesus ser mais conhecido…”

O que vc acha de VR ?
“cidade maravilhosa”

Pensa em ir sair de Vr, ir para outros lugares ?
“penso sim, quero pregar essa msg pelo Brasil todo”

O que acha da população de VR ?
“Eu amo o povo de VR “

Tem contato com a internet ?
“tenho sim, fizeram uma comunidade pra mim chama “O cara do Jesus é paz” que tem mais de 3 mil pessoas http://migre.me/3OdnV

Autoriza a criar um twitter pra vc ?
“autorizo sim” @jesusepaz

Uma msg final !
“JESUS É PAZ”

#VRFACTS

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

“UPP” na Praça Japão



“Sexo, Drogas e Rock’n Roll” o “paraíso proibido” acabou para a galera que freqüenta a Praça Japão ou pelo menos para os quais freqüentavam para praticar “atividades ilegais” por aquelas bandas, foi colocada uma “UPP” no local e 2 (dois) guardas municipais para vigiar os freqüentadores do local acabando com assim com a “alegria” dos jovens...

O que eu penso sobre a medida: Quem freqüentava a Praça pra se divertir com os amigos tocando violão, conversando ou até mesmo namorando, vão ter uma segurança maior no local, agora quem freqüentava a Praça para praticar atividades ilegais vai concerteza se sentir incomodado e parar de freqüentar.

“O Culpado” pela implatanção da UPP na praça Japão com certeza todos vocês sabem!
Foi o imbecil do @vr_facts que não para de “tuitar” sobre o que rolava de errado no local, portanto se você se sentiu prejudicado pode “xingar” ele a vontade !!!

(por favor escreva o que você acha nos comentários ficarei muito grato)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O que eu acho sobre o VR FOLIA



O "vr folia" passou, muita gente se divertiu e também muita gente criticou como de costume.

Pois bem muita gente crítica esse tipo de micareta, diz que rola muita bebida, pegação e não acrescenta em nada para os jovens.Eu até concordo, mas acho que no geral o "vr folia" acaba sendo muito bom para cidade, pensem comigo:
O evento traz pra VR os maiores cantores do momento, traz turismo jovem de várias cidades do estado e de fora dele também, com isso lotando os hotéis, traz uma renda aos ambulantes que trabalham no dia do evento, enfim trás dinheiro pra cidade e para os envolvidos no evento, e claro coloca VR na mídia, depois de várias edições se tornou a maior micareta do sul do estado entrando para o calendário do circuito de micaretas do Brasil, no geral VR acaba ganhando muito mais do que perdendo, é indiscutível que o "vr folia" é o maior #VRFACTS de todos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

PREÇO JUSTO JÁ !


Existe uma campanha na internet que recolhe assinaturas das pessoas em busca da diminuição dos valores cobrados em diversos produtos como: Combustíveis, produtos eletrônicos, produtos de mídia, etc, e ganhou mais força durante essa semana com um vídeo do Felipe Neto publicado em seu canal no Youtube (http://youtu.be/Q4rEJr3sUO8?a )
Uma coisa que eu vejo que é bastante cara por aqui além do preço dos combustíveis e acima dos valores reais, são os preços das entradas em boates, shows e a bebida dentro desses lugares, é um absurdo pagar 4 reais em uma latinha de cerveja, “não faz sentido” é um lucro de mais de 400% em cima dos consumidores, já basta ter que pagar a entrada que não é nada barata! Voltando para o preço dos combustíveis, Como a gasolina pode ser tão barata na Argentina? Sendo que eles compram a mesma do Brasil (Petrobras)? ENTENDA !


Composição do preço gasolina (reais):
Gasolina (“A”) 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = R$ 0,80
Álcool Anidro 200 ml (20% misturado à gasolina) = R$ 0,24
Total = R$ 1,04 / Litro
+
CIDE – PIS/COFINS (Imposto Federal) = R$ 0,44
ICMS (Imposto Estadual) = R$ 0,64
Total de impostos (104% do Preço Bruto) = R$ 1,08
Total (custo + imposto) = R$ 2,12
+
Lucro da distribuidora (Média por Litro) = R$ 0,08
Frete (Média por Litro) = R$ 0,02
Lucro do posto (Média por Litro) = R$ 0,25
FINALIZANDO:
Valor na bomba com impostos = R$ 2,47
Valor na bomba sem impostos = R$ 1,39
Portanto, se você consome 200 litros de gasolina por mês, o bolo
fica dividido assim:
Dono do carro (otário 01- Você, no caso.) Gasta: R$ 494,00
Dono do posto (otário 02) Ganha: R$ 50,00
Dono do caminhão (otário 03) Ganha: R$ 4,00
Petrobrás (gente que rala…) Ganha: R$ 16,00
GOVERNO (nem um pouco otário…) GANHA: R$ 216,00

BRASIL: UM PAÍS DE TOLOS!
Pois bem eu concordo que seja um absurdo pagarmos por presos absurdamente altos, mas só ficar reclamando pela internet não vai fazer isso mudar em nada, Reflita! #precojusto

@vr_facts

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O mal necessário


A nossa "querida" CSN completou esse ano 70 anos de fundação e é impossível negar que ela é o carro chefe de volta Redonda e sem ela, ainda seriamos “Barramansuínos”

9 de Abril de 1941, a partir dessa data a história do Brasil, dos barramansenses e principalmente a nossa mudaria radicalmente, depois de uma assembléia,
começam as Obras da CSN e com isso o surgimento de uma nova cidade, uma cidade Planejada pra vencer, um povo trabalhador é formado por migrantes de MG e diversos cantos do Brasil que deixam o campo e vêem ajudar na construção da Companhia e principalmente em busca de uma vida melhor, finalmente em 9 de Junho de 1946, o Presidente Sylvio Raulino de Oliveira acende o Alto Forno 1, principiando as operações da CSN, outra data marcante é a de 17 de julho de 1954 quando Volta Redonda consegue a tão sonhada emancipação e deixar de ser distrito de Barra Mansa, se tornando uma cidade, planejada para abrigar os trabalhadores e engenheiros da CSN,
trabalhadores receberam moradia no Conforto e os engenheiros "capacetes brancos" no Laranjal, e assim Volta Redonda e a CSN foram crescendo juntas e traçando suas histórias que se completam, claro que com a CSN venho também a nossa tão conhecida poluição, a qualidade do ar não é boa igual se diz lá na Vila e o nosso querido rio Paraíba do Sul morreu como um jovem morre em todo "VR sem drogas" , mas é um mal necessário, vai falar que você preferia ser uma Barra Mansa da vida esquecida no tempo?!

 Se você é um voltarredondense, se você vai no shopping toda sexta-feira isso se deve a luta dos nossos antepassados pela emancipação, da ajuda na construção da companhia e claro principalmente a CSN, sem ela talvez eu seria um mineirinho ou um nordestino, ou mesmo nem existiria, de fato mesmo é que o aço corre nas veias de cada voltarredondense, talvez esse seja o maior #vrfacts de todos os tempos, pena que na época o twitter ainda não existia.